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Penúria de contracetivos em centros hospitalares no Uganda

Contracetivos essenciais fazem falta em vários centros hospitalres no Uganda, o que apresenta um perigo para mulheres com gravidezes indesejadas, declarou a ministra ugandesa da Saúde, Jane Ruth Aceng.

Todavia, Aceng declarou terça-feira que o problema está a ser resolvido, sem no entanto  dar data precisa para o regresso da situação à normalidade.

“Financiamentos são necessários para alguns problemas urgentes e, às vezes, responsáveis abrangidos podem falhar na sua planificação”, declarou a governante.

Um agente de saúde dum subúrbio da cidade capital, Kampala, que exigiu o anonimato, revelou ter estar em rutura de estoque há três meses, porque Joint Medical Stores, que garante a distribuição dos medicamentos, por conta do Governo, não os entregou durante este período.

“Entre os contracetivos em rutura de estoque, podemos citar os Sayana Press (auto-injetável), implantes de Jadelle, Implants de Jadelle e pilulas de emergência, todos utilizados para prevenir gravidezes não desejada”, disse.

Mencionou contradições sobre as razões desta penúria, com alguns atores a queixarem-se da sua dependência excessiva de doadores, que fornecem 80 por cento de todos os produtos sanitários em matéria de produção, da saúde materna, neonatal, para crianças e adolescentes.

Outros responsáveis declararam que os produtos em rutura de estoque nalgumas regiões do país estavam em excesso, o que indica um eventual problema na cadeia de distribuição, segundo a governante.

O Uganda pretende reduzir o seu crescimento demográfico, que se situa atualmente em três por cento, e o recurso à contraceção é o fio condutor. (Panapress)

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