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Mogherini vai deslocar-se a RCA para ver apoio europeu

Bangui - A alta representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, vai deslocar-se à República Centro Africana (RCA) durante esta semana, anunciou a ministra das Forças Armadas francesa, Florence Parly, na capital do país, Bangui.

As declarações de Parly foram feitas durante a sua deslocação à RCA para participar na transferência do comando da Missão Europeia de Treino Militar – República Centro Africana (EUMT-RCA), liderado pelo general português Hermínio Maio, para o general francês Eric Peltier, realizada na segunda-feira.

Parly fez a revelação, em declarações aos jornalistas, ao acentuar o envolvimento europeu no processo de paz e estabilização da RCA.

“A União Europeia está ao lado da RCA. Portugal e França são duas nações fortemente implicadas no regresso da paz à RCA”, insistiu.

Como exemplo deste envolvimento, Parly mencionou que a União Europeia investe na RCA “mais de 100 milhões de euros por ano desde 2014”, anunciando a deslocação de Mogherini à RCA “esta semana”.

Com a sua visita, a alta representante europeia pretende “constatar o que estes investimentos permitem fazer pelo país”, bem como “apoiar todos os actores deste desenvolvimento, para que as suas acções se possam desenvolver no tempo, porque (o europeu) é um investimento a longo prazo”.

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-presidente François Bozizé por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O Governo centro-africano controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por mais de 15 milícias que procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O acordo de paz foi assinado em Cartum, capital do Sudão, no início de Fevereiro pelo Governo da RCA e por 14 grupos armados. Um mês mais tarde, as partes entenderam-se sobre um Governo inclusivo, no âmbito do processo de paz. (Angop)

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