Grandes Lagos

Angola deixa resolução pacífica como legado nos Grandes Lagos

Angola deixa como legado do seu mandato, na Conferencia Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), a experiência de resolução de conflitos, mediante negociações pacíficas e sem recurso a armas de fogo, considerou hoje, segunda-feira, o analista político angolano Almeida Mendes Henriques.

Almeida Mendes Henriques, analista político
(Foto: Rosário dos Santos/Angop)

O analista falava à Angop a propósito da Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, realizada na última semana, na cidade de Brazzaville (República do Congo).

Segundo o analista, Angola deixa um verdadeiro recado sobre como se pode ajudar um país e, concomitantemente, a região a encontrar soluções negociadas, para garantir a estabilidade política, económica e social de um Estado.

“Angola fez a sua parte, agora depende da vontade política dos estados da região, visto que são estados soberanos e existem limites para a intervenção dos demais estados da organização, inclusive o angolano, no que diz respeito aos vários problemas internos”, frisou Almeida Henriques.

Na sua óptica, Angola prestou atenção especial, no seu mandato, no longo e ainda instável processo de pacificação e estabilização da República Democrática do Congo, nos conflitos do Sudão do Sul e da República Centro Africana.

Considerou positivo o mandato angolano, porquanto permitiu aglutinar organizações e Estados, como a Organização das Nações Unidas (ONU), União Europeia (UE) e a França, nos esforços de combate aos focos de instabilidade da região, sobretudo das repúblicas Democrática do Congo (RDC), Centro Africana (RCA), do Burundi, do Sudão do Sul e do Sudão.

Advogou que o mandato, iniciado em 2014, foi marcado por muitas intervenções diplomáticas bilaterais e multilaterais.

Na Cimeira, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço, deixou claro o espírito de continuar a ajudar os países da região, sobretudo os mais afectados, ao reafirmar o compromisso de Angola na promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento regional.

A Cimeira decorreu sob o lema “acelerar a implementação do pacto para garantir a estabilidade e o desenvolvimento da Região dos Grandes Lagos”.

Criada em 1994, a Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos é integrada por Angola, Congo Brazzaville, República Democrática do Congo, Zâmbia, Burundi, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Uganda e visa garantir a paz, segurança, democracia e o desenvolvimento na região.

A Cimeira é o órgão máximo da Conferência, presidida por um Chefe de Estado e de Governo de um Estado membro, por rotação. Reúne-se de dois em dois anos. (Angop)

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