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Covid-19: Variante com 32 mutações ameaça o mundo a partir do Botswana – Em Angola mantém-se uma reduzida taxa de imunização e postos de vacinação estão vazios

Uma nova variante do SARS CoV-2, com pelo menos 32 mutações, encontrada pela primeira vez no Botswana, país vizinho de Angola, é a nova ameaça para o mundo e pode ser a maior até agora, temem os cientistas.

Esta estirpe, que depois de ter sido detectada no Botswana, já foi encontrada na África do Sul e em Hong Kong, denominada B.1.1.529, tem como característica principal o seu número elevado de mutações mas pode, estando estudos em curso para o averiguar, revelar-se altamente contagiosa.

Falta, todavia, comprovar se se trata de uma variante mais ou menos letal que a Delta, que é a que actualmente mais mortes e contágios provoca em todo o mundo, e ainda se se trata efectivamente de uma variante com alta mobilidade, apesar de, até ao momento, terem apenas sido encontradas cerca de duas dezenas de casos confirmados.

O outro ponto em interrogação é se se trata de uma variante capaz de driblar as vacinas ou se é susceptível de ser por estas controlada. Para já, o principal palco desta variante altamente mutável é o Botsuana e a África do Sul, tendo Hong Kong surgido neste mapa porque uma pessoa com esta estirpe viajou recentemente para a África do Sul.

Os cientistas citados pelos media especializados referem que o facto de surgirem novas variantes por si só não é nada de especial, porque sucede vulgarmente, acabando por desaparecer naturalmente quando são de menor transmissibilidade que as dominantes nessa geografia.

O problema pode resultar de se tratar de uma variante com índices elevados de transmissibilidade e mutações, sendo que, neste caso, o que preocupa é que a alta mutabilidade já está conformada, faltando agora perceber se é muito transmissível e contagiosa e se pode ser controlada pelas vacinas existentes.

Enquanto isso, Angola, com perto de 34 milhões de habitantes, mantém, de acordo com o registo da Universidade Johns Hopkins (na foto) um dos registos mais baixos do mundo de vacinação, com 8,3 % da sua população imunizada (8,7 milhões de doses administradas e 2,6 milhões de pessoas com vacinação completa), que compara mal com os países vizinhos (Namíbia, 11,4% – Botsuana, 18,1% – África do sul, 23,8% – Moçambique, 9,8% – embora não exista falha de vacinas, estando mesmos os postos criados para o efeito às moscas ou pouco mais.

Com esta escassa percentagem de população vacinada, se o País for invadido por uma estirpe com elevado grau de letalidade e transmissibilidade, e que tenha maior capacidade patogénica sobre a população mais jovem, uma tragédia pode estar ao virar da esquina, como têm advertido os especialistas da Organização Mundial de Saúde que apontam a imunização como a melhor forma de prever tal cenário. (Novo Jornal)

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