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Bill Gates diz ter-se inspirado em Nelson Mandela para ajudar África

O fundador da empresa Microsoft e filantropo, Bill Gates, comoveu a Cimeira da União Africana (UA) ao revelar os segredos duma conversa telefónica mantida com o finado herói da luta Anti-Apartheid, Nelson Mandela, que foi uma fonte de inspiração durante duas décadas para ele e que lhe permitiu desembolsar 15 biliões de dólares americanos para ajudar a lutar contra a pobreza em África.

Lembrou as circunstâncias deste encontro, que o inspirou mais tarde para angariar fundos a favor da sua campanha internacional contra a poliomielite.

Gates declarou domingo na cimeira da UE ter poucos conhecimentos sobre África nesta época, mas que a sua conversa com Nelson Mandela o levara a visitar o continente de dois em dois anos, há 19 anos.

Dirigente da Fundação Bill e Melinda Gates, ele prometeu recentemente 258 milhões de dólares americanos para a luta contra o paludismo através de projetos de pesquisas sobre uma vacina.

Frisou ter-se apegado a África, disse a aquela conversa telefónica com Mandela.

Gates não duvida da Agenda de 2063 da União Africana, e acredita que os sonhos de construir uma vida estável para a juventude africana, graças a infraestruturas modernas e a comboios de alta velocidade, são realizáveis.

Frisou no entanto que a prioridade deve ser atribuída à população não a visões abstratas.

Para Gates, urge formar uma nova geração que domine a tecnologia para fazer planos e, mais tarde, fazer funcionar infraestruturas do futuro.

Segundo ele, a preocupação atual consiste em reforçar as capacidades dos professores que ajudarão os jovens a planificar a circulação dos comboios sem rutura de carga.

Referindo-se ao imenso interesse que a sua Fundação atribui a África, Gates disse que ele e a sua esposa, Melinda, criaram esta Fundação a partir do dinheiro obtido graças a Microsoft , mas que o desafio da luta contra a poliomielite lhe abriu os olhos para outras oportunidades.

“Aprendemos como arrecadar fundos junto dos países para ajudar as nações pobres a lutarem contra a polio. Em 2000, o mundo não dispunha de nenhuma estimativa relativa ao número de pessoas que morreram de paludismo”, lembrou Gates.

Graças aos investimentos em massa da sua Fundação, na pesquisa e no desenvolvimento, o mundo possui agora dados precisos, a localização de novos focos de epidemias entre outros.

Por conseguinte, prosseguiu, a Fundação conseguiu angariar 15 biliões de dólares americanos investidos posteriormente na luta contra doenças que mais afetam o continente.

O interesse de Gates por África vale-lhe o seu convite enquanto hóspede especial da cimeira da UA.

Segundo ele, cada dólar investido na melhoria dos tratamentos sanitários, na educação e no bem-estar social vale a pena e a UA pode mudar as coisas focalizando-se em investimentos astuciosos.

“Nós conseguimos melhorar os tratamentos de saúde primários. Nós estamos prontos para continuar a nossa ajuda”, prometeu Gates. (Panapress)

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