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Após ciclone, Nações Unidas ajudam a reforçar capacidade de aviso às populações de Moçambique

ONU News falou com representante da Organização Meteorológica Mundial; agência reconhece melhorias na deteção de catástrofes climatéricas, mas alerta para falta de resiliência das infraestruturas.

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, acompanha o impacto do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui com preocupação.

Em conversa com a ONU News, a partir de Genebra, o diretor do escritório sobre o quadro Global para os Serviços Climáticos da OMM, Filipe Lúcio, explicou que a agência colabora com o país para melhorar a capacidade de reação a catástrofes naturais.

“Por causa disso, estamos interessados não só em monitorar o que está acontecer, mas também para trabalharmos com o país no sentido de reforçar a sua capacidade de prever avisos prévios. Pessoalmente estive em contacto com o Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique com o qual estamos a coordenar uma possível missão de avaliação no terreno para determinar o que mais se pode fazer para reforçar as capacidades do Instituto Nacional de Meteorologia.”

Prevenção

A OMM considera que um ciclone de categoria 4 tem efeitos “devastadores.”Foto: PMA

Lúcio lembra que um ciclone de categoria 4, numa escala de 1 a 5, é devastador e que o agravamento da intensidade destes episódios climatéricos pode estar, segundo algumas teorias, relacionado com o aquecimento global.

Filipe Lúcio era diretor do Instituto Nacional de Meteorologia do país no ano 2000, quando o país viveu um período de cheias muito violento. Cerca de 19 anos depois, o responsável reconhece que houve muitos avanços na capacidade de prever desastres naturais, mas lembra que as infraestruturas em Moçambique continuam a ser um problema.

Infraestruturas

“Houve um relativo avanço, houve melhorias, essas melhorias foram também acompanhadas por alguma legislação que veio melhorar o ambiente de catástrofes e em Moçambique. Mas no caso dos ciclones tropicais, um ciclone de categoria 4 precisa de códigos de construção que sejam códigos que permitam que a infraestrutura que existe seja capaz de aguentar com ventos, com rajadas, que excedem os 150 quilómetros por hora.”

Filipe Lúcio destaca ainda a importância de aumentar a consciência das populações relativamente aos impactos dos ciclones tropicais para que estas estejam informadas sobre os verdadeiros impactos de um fenómeno climatérico similar. Só assim considera será possível tomar medidas para garantir a sua proteção. (ONU News)

 

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